terça-feira, janeiro 06, 2009

O meu nome é Vanessa (I)


- O meu nome é Vanessa.


Esta história começa há alguns meses atrás na redaccão da revista Vidas, onde eu trabalhava como jornalista há cerca de 4 anos, depois de ter estado cinco num jornal diário de renome. Curiosamente ganho bem melhor aqui e, se a princípio desconfiei que isto não passava de uma revistinha cor de rosa, hoje até acho alguma piada a este formato tipo National Geographic do ser humano. A ideia é dar destaque às vidas humanas, mas a verdade é que no centro temos que colocar a vida de uma vedeta qualquer, ainda que possa ser uma vedeta intelectual. O resto pode ser ocupado por vidas de gente como nós.

- O meu nome é Vanessa, tenho quase trinta anos.

As vidas que destacamos aparecem a coberto de um tema qualquer, que vai desde os jovens agricultores aos médicos das urgências de hospital ou às mulheres pastoras. As pessoas gostam de histórias, nós contamos histórias, histórias com rosto humano, num formato curto e coloquial. Desde o início que o chefe de redacção nos recomendou evitar as histórias muito pesadas, assim como as "cor de rosa às bolinhas", aindo oiço a voz dele "a ideia é a de aproximar isto do cidadão normal, se é que isso existe". Pelo menos ele ainda duvidava, já não era mau.

- O meu nome é Vanessa, tenho quase trinta anos, está a olhar para o meu cabelo como se ele fosse pintado, mas é um ruivo natural.

~CC~

6 comentários:

*JjS* disse...

´Bora nessa!
por este começo já se adivinha a beleza de escrita que aí vem.
Aguardo ansiosamente os próximos capítulos.
Até logo.
*jj*

vaandando disse...

E eu também ....
Por ora , abraço
______ JRMARTO

JvT disse...

Belo começo... venha lá mais, vamos nessa!

Anónimo disse...

Gosto tanto deste tipo de escrita. É com ele que me identifico. Quero aprender a escrever assim. Talvez um dia consiga.

Um beijo,
Madalena.

deep disse...

Venha mais, que eu também fiquei curiosa!

Penso que a "normalidade" das pessoas é relativa. Todas as vidas têm as suas peculiaridades. A normalidade ou a excepcionalidade ou bizarria dependem muitas vezes dos nossos olhos, das nossas fasquias, das nossas próprias vivências.

Bom fim-de-semana. Abraço. :)

clorinda disse...

Boa semana e bons contos
CarpeDiem.
Beijinho