terça-feira, outubro 19, 2010

Fragmentos

Os teus dedos fazem lume brando e eu posso aquecer-me. As noites sem frio são mais pequenas.

O olhar dele é o derradeiro lugar onde a minha tristeza é pequena se comparada com a dele. Não consigo evitar desorientar-me com a vida a fechar-se.

O medo diminui devagarinho mas ainda enche os meus sonos. Amachuco o medo enchendo-o com a esperança dos olhos amados. Encho o meu coração de viagens a dois, a três, a muitos.

O Outono tem este sol manso, não é o mesmo da festa do mar, mas lugar de enrolar, se pudesse fazia como os gatos, ia pelos muros miando a vida. Fugia de quando em quando a todas as minhas obrigações, já era tempo de serem menos, de me encherem menos o tempo. Devia poder dormir ao sol como as gatas.

~CC~

3 comentários:

fallorca disse...

:)

via disse...

absolutamente, enrolar-se neste sol, como as gatas é isso mesmo, só. bom texto

Maria Ana disse...

Gosto do sol nesta altura.
Talvez da sua mansidão.
Ou mesmo da sua doçura...
Sabe bem estar com ele...
E preguiçosamente deixar,
o tempo correr devagar.
:)