segunda-feira, setembro 13, 2010

Dos dias

Fazemos uma festa a cada dia que o calendário pessoal ou colectivo marca como de alegria. Nuns nascemos, noutros iniciámos um namoro, ou casámos, ou tivémos filhos. Já me trouxeram sempre flores nesse dias, e eu gostava. Para o colectivo é Natal, passagem de ano, Carnaval...ou simplesmente início de ano lectivo. Muitas vezes esses dias foram mesmo festa cá dentro, um riso intímo e precioso, outras só uma forma de esconder melhor a tristeza.

Mas a memória que habita cada dia triste é, até morrer apagada pelo tempo, um latejar de dor. Escondemos esses dias, até de nós. Mas um dia descobrimos que foram tão ou mais importantes que os dias felizes, que o fundo do poço tem escondida uma outra luz que somente ainda não nos é acessível.

E isto é só por ser dia 13.


~CC~

3 comentários:

Margarida disse...

Bêjos, daqui!... :-)

Nico disse...

Os dias, tempo sem memória.
E outros, que nos habitam, e ensinam outros dias.
Obrigada
Nico

fallorca disse...

:)