quinta-feira, outubro 25, 2012

Pessoas (A)


Como é ele?


O lado claro da noite, o lado escuro do dia.

~CC~

Agarrar


Ondulando ao de leve na baía.

http://www.cm-seixal.pt/seixaljazz/2012

~CC~

segunda-feira, outubro 22, 2012

Coração surpreendente


De todas as doenças que um dia pensei poder vir a ter, sofrer do coração foi sempre uma das que exclui. Não sei explicar porquê, acreditei sempre que tinha um coração para a vida. Por isso lhe dei um e outro ralhete quando começou a doer, uma dor fininha, aguda, bem no centro do músculo palpitante. A primeira vez estava em situação de esforço físico e dei-lhe o benefício da dúvida, coitado estava a dar um sinal de que o corpo estava há muito parado. Mas tem vindo a acontecer mais vezes. Eu digo-lhe, tentanto convencê-lo, que não pensámos nunca levá-lo ao cardiologista, por isso não me faça tal desfeita. Ainda tenho esperança de o conseguir acalmar.
 
~CC~

sexta-feira, outubro 19, 2012

Dos cadernos sem linhas



Querido Manuel António Pina, eu também me confundo com as linhas dos cadernos, só os uso lisos, mas devo dizer-te que é cada vez mais díficil encontrá-los.
O que fica? O mundo mais triste sem o teu sorriso doce, um sorriso de menino.
E depois... todos os teus verbos e substantivos alinhados poesia.
~CC~

Vê se há mensagens

no gravador de chamadas;
rega as roseiras;
as chaves estão
na mesa do telefone;
traz o meu
caderno de apontamentos
(o de folhas
sem linhas, as linhas distraem-me).

Não digas nada
a ninguém,
o tempo, agora,
é de poucas palavras,
e de ainda menos sentido.
Embora eu, pelos vistos,
não tenha razão de queixa.

Senhor, permite que algo permaneça,
alguma palavra ou alguma lembrança,
que alguma coisa possa ter sido
de outra maneira,
não digo a morte, nem a vida,
mas alguma coisa mais insubstancial.
Se não para que me deste os substantivos e os verbos,
o medo e a esperança,
a urze e o salgueiro,
os meus heróis e os meus livros?

Agora o meu coração
está cheio de passos
e de vozes falando baixo,
de nomes passados
lembrando-me onde
as minhas palavras não chegam
nem a minha vida
Nem provavelmente o Adalat ou o Nitromint.

Manuel António Pina
Captado em: http://um-buraco-na-sombra.netsigma.pt/p_mundo/index.asp?op=4&p=1782

quinta-feira, outubro 18, 2012

Saltar os muros (II)


Por aqui também há gente a tentar...começando com perguntas.

http://www.si.ips.pt/ese_si/noticias_geral.ver_noticia?P_NR=7931

E respostas necessariamente incompletas mas ainda assim bandeiras ao vento.

~CC~

Saltar os muros (I)



Percebo os gritos que correm nas ruas. Os meus querem ecoar mais pelas mãos. O melhor caminho para mim é esgueirar-me destes tempos pela porta das coisas que valem a pena. No último fim de semana vi tanta gente a querer mudar as coisas fazendo-as de uma outra maneira. Recolher as tradições locais para voltar à construção colectiva de acordo com materiais mais condizentes com o que a natureza dá. Outros combinavam trocas directas de sementes. Trocavam-se ideias sobre a real utilidade das plantas para melhorar a nossa vida. E também se dançava, uma mistura entre sons inspirados em Kusturica e Folk Irlandês. Podemos reinventar, não precisamos que tudo o que é tradição seja foclore e fado.

As manifestações são importantes mas também é esta gente que quer saltar os muros.

http://www.quintadaescola.com/festival-terras-daire-e-candeeiros/

~CC~
 

quinta-feira, outubro 11, 2012

Gap, jump, step, yessence...essas coisas!


A minha mãe era uma mulher linda, talvez só a filha mais nova (que não sou eu, claro) se aproxime em beleza. Mas lembro-me bem da velhice lhe chegar de forma mais e mais irremediável por volta dos cinquenta anos e da vida dela nessa altura ser tão difícil que ela não podia fazer nada. Não falo de plásticas mas sim de umas corridinhas, umas aulas de ginásio, um brilho para os olhos. Tudo lhe estava vedado. Creceu-lhe a barriga, as peles debaixo dos braços, a celulite. Os meus genes são dela um derivado tão grande que olhar o corpo dela com essa idade é também olhar o meu a sofrer o mesmo.

Também não tive muito tempo, andei para aí a coleccionar graus académicos e a trabalhar loucamente para me manter uma mulher adulta perfeitamente autónoma.

Há dois anos fiz uma experiência infeliz de ginásio com umas máquinas estupidamente silenciosas a contrastar com as gralhas das monitoras que pareciam ter saído de um programa de TV americano. Acabou tão depressa como começou porque fretes não são o meu forte.

Este ano estava mesmo decidida a fazer qualquer coisa. Não me perguntem os nomes das várias modalidades de grupo, navego nelas como num país estrangeiro, convencida de que as barreiras são ultrapassáveis pela minha vontade mas pouco disposta a ir para além de um certo nível de aprendizagem - o básico. Passei hoje pela vergonha de dizer ao professor que era a minha primeira aula de uma coisa daquelas (a que ainda chamo ginástica) em quase 20 anos. E ele perguntava e perguntava incrédulo como é que alguém não pode fazer da actividade física o seu altar (eles são todos um bocadinho assim), até que lhe disse que nos últimos 20 anos só tinha mesmo usado a cabeça. Lá se riu e recebi uma palmadinha nas costas e a frase mágica: mas aguentou muito bem! Está bem, assim vou voltar...

~CC~









domingo, outubro 07, 2012

Cores


A menina sabe que se trata de um dia azul, um dia feito à sua medida. Mas não há onda que a venha buscar ao cinzento do seu sangue.

~CC~

segunda-feira, outubro 01, 2012

Sinais dos tempos (I)


As revistas cor de rosa predominam no estabelecimento de bairro onde (me) sacrifico. Sem jeito para as unhas (passei de grande roedora a moderada), com o cabelo sem grande tratamento e verdadeiramente desinteressada de outros pacotes de embelezamento sou só uma cliente sem grande interesse, demoraram algum tempo a registar o meu nome e a palavra que me dirigem raramente vai além de um usual "como está". Contudo, o esvaziamento gradual de clientes tem se feito sentir. A televisão deixou de estar sempre ligada, assim como a música, vai predominando um silêncio cada vez mais pesado. Na semana passada, ela disparou logo à minha entrada: então o que acha destas medidas? O que é que vai ser deste país? Arregalei os olhos de espanto com a conversa desviada de um nível "casa dos segredos" para a análise política da situação nacional. Estava no mesmo sítio? Elas eram as mesmas?

Foi assim que fiquei a saber que no último mês já tinham sido despedidas duas das esteticistas mais novas, inclusive a brasileira que nos chamava queridinhas e nos mimava como nenhuma outra (terá voltado ao Brasil?). De repente a conversa começou a fluir como nunca antes tinha acontecido. Coisas boas acontecem por razões más, uma delas é este súbito interesse pelo mundo onde vivemos: por todo o lado se fala como nunca se falou. Às vezes até parece que deste desespero irão crescer (outras) sementes.

~CC~


segunda-feira, setembro 24, 2012

Mais um


Os lugares que se escondem desta fúria negra dos tempos são os únicos onde ainda me sinto qualquer coisa viva, onde há momentos em que estou em paz e penso que há um futuro, um para nós (país), um para mim. No sábado o mar alentejano tinha a temperatura necessária ao banho de mudar mais um ano no calendário e apenas meia dúzia de pessoas estendidas na areia. Bendito Outono que esvazias as praias de quem menos as ama. Houve um canto baixinho dos poucos que aceitaram fazer-se à estrada, um canto doce que chegou para aquecer-me. No dia seguinte choveu muito, acordámos sem sol mas ainda quentes do dia anterior. A chuva costuma chegar um dia antes e entristecer-me, desta vez soube esperar. Gosto da média feita de muitos dias de sol cortados por um de boa chuva, daquela que molha e nos lava.

~CC~

terça-feira, setembro 18, 2012

Sinais dos tempos


Não sei se foi exactamente a história ou se o modo como ele contou a história. Mais belo que o amor...só mesmo as palavras que sobre ele se escrevem. A verdade é que senti os olhos a ficarem mais e mais húmidos à medida que ouvia os sinais de hoje (Fernando Alves na TSF). São os sinais dos tempos, vivemos em equilíbrio tortuoso na corda esticada.

~CC~

domingo, setembro 16, 2012

Historiazinhas (I)


Dona Matilde não quis viver mais desde o mês em que a figura já magra e curvada dele não apareceu à sexta feira, hora marcada pelas 9h30m, ainda os correios não se tinham animado com gente a vir buscar encomendas e pensões, já que cartas eram raras. Eram poucos os seus motivos de vida, uma solidão inteira espraiada no balcão, a tentar habituar-se com dificuldade a todos os botões electrónicos que tinham passado a substituir os bons dias. As senhas mudavam de cor com os dias da semana, já a sua dificuldade em avistar com clareza o visor, essa não mudava.

Tinha atendido o senhor Jacinto durante aqueles 20 anos em que ali estivera e ele também. Tinha sido logo no primeiro ano de atendimento que intrigada com o misterioso senhor das sextas feiras tinha guardado delicadamente a carta por baixo do balcão e depois no bolso da bata. O coração saltava-lhe do peito mal se sentou no sofá da sua sala e a abriu. Um bilhete com apenas uma frase e uma nota. A frase nunca mudou - querida, nunca me esqueci de ti. A nota, primeiro de escudos e depois de euros combinava mal com o romance que D. Matilde tinha decidido partilhar. Não se envia uma nota de baixo valor com uma frase para uma amada distante. O registo da carta chegou a aproximar-se do valor da nota, coisa que D. Matilde não podia dizer ao senhor Jacinto. Um dia atreveu-se: senhor, um registo por semana é muito caro, porque não envia o senhor assim mesmo, com certeza chegará ao seu destino. E ele que não, que não podia ser, que a carta era valiosa.

No primeiro ano ela enviou regularmente a carta com o dinheiro. Entre o segundo e o décimo ano levou-as para casa e guardou-as juntamente com o dinheiro numa caixinha que etiquetou como: senhor Jacinto. No décimo primeiro ano ficou com medo por causa de umas notícias de corrupção de funcionários dos correios e voltou a enviá-las e assim o fez até ao fim. De notar que era cada vez mais complexo roubar cartas com os registos electrónicos. O pequeno delito que cometeu entre o segundo e o décimo ano totalizou um valor que nunca chegou sequer a contar. Nesse dia em que o senhor Jacinto não apareceu mais, essa sexta feira de chuva intensa, ela chegou a casa mortificada com o seu roubo. Fez um pacote com as cartas que sabia serem todas iguais e com um valor em dinheiro idêntico e escreveu o nome e morada que tinha visto todos esses anos: Amélinha Dias, Rua de Baixo, nº 1 Rio Vermelho, 7655- 002 Portugal. Acrescentou um papel com a sua letra: minha querida, desculpa por todos estes anos em que guardei para mim o que era teu, também gosto muito de ti.

Depois pensou no rio e em quanto tempo o seu corpo, uma vez deitado à agua, levaria a chegar ao mar.


~CC~

segunda-feira, setembro 10, 2012

Quem acredita?


Quem é que acredita que os grandes empresários (cujos lucros em alguns casos ainda aumentaram com a crise) vão criar mais empregos por ter descido a taxa social única? É isto a dinamização da economia? Mas de qual economia? As empresas pagam menos e os trabalhadores mais...mas como é que alguém se convence da justiça de tais medidas?

Ouvi ainda há pouco na TSF que foi distribuído um manual de instruções pelos ministérios - melhor dizendo 4 páginas de propaganda - para que os ministros e respectivos demais possam explicar -usando as mesmas palavras - estas medidas. Fico hesistante...que eles nos consideravam estúpidos ja sabia mas parece que também consideram os outros ministros analfabetos e por isso fornecem-lhes tudo explicadinho, não vão eles baralhar-se.

Tristes, são uns tristes.

~CC~

terça-feira, setembro 04, 2012

Do (des)amor


Receita de uma mulher (ambas entre os 30 e os 40) em voz sussurada e meiga à sua amiga:

Tens que diminuir as sms, vais espaçando, chega a um ponto que sentes que já vais conseguindo passar...uma por mês...até que isso acaba.

Uma vez, em tempos de desamor, eu e minha mana mais velha inventámos uma empresa para enviar sms de substituição, uma espécie de metadona que ajudaria à desabituação do amado. Em vez de um corte brusco e doloroso, traçavámos um plano de fortalecimento da auto estima de quem precisava desamar. Inventámos mesmo algumas: sabes que és linda e vai ser muito difícil passar sem ti, mas temos que conseguir (esta para os homens casados sem coragem de deixar a mulher pela amante). Para nós era uma diversão inventar estas sms ao mesmo tempo que os nossos TM estavam estranhamente calados.

De facto o amor invade tudo desde que somos crianças, todos nos querem ensinar a amar e nos dizem o que é o amor, mas ninguém nos fala de como fazer para deixar de amar.

Os dois métodos mais conhecidos têm um uma conotação masculina e outro feminina, passando ambos por infalíveís. O método masculino: arranjar outra. O método feminino: coligir dados para odiar quem se amou. Um e outro são na realidade péssimos.

~CC~

sexta-feira, agosto 31, 2012

Coração singular


Um coração é invariavelmente igual a outro nas suas características essenciais. Torná-lo singular foi um desafio interessante lançado pela cidade de Guimarães (a par com Maribor, cidade europeia da cultura). Nestes pequenos gestos reside, parece-me, um evento pensado mais nas pequenas coisas do que em grandes acontecimentos.

É fácil para um estabelecimento comercial tornar singular um coração, mas como seria para cada um de nós? Que cores, materiais, texturas? Que sinais? Que singularidade? O teu, como seria?


~CC~

segunda-feira, agosto 20, 2012

Agosto, essa aldeia

Há um Agosto desconhecido de todos os habitantes do Sul. Um Agosto a Norte em que ainda se ouve pujante um francês de emigrante a varrer várias gerações de uma história que pensavámos estar acabada. Nós não sabemos o que é estar às 15h de um sábado nas termas em Chaves, de repente há um Portugal desconhecido que nos irrompe em vestidos de domingo e penteados com rolos, que dança descalço na relva enquanto o rádio dos carros investe num foclore pimba. Estas pessoas, quem são? O que as move? Tenho um genuíno interesse por saber quem são.

Fecham os olhos para beber com golinhos pequenos a água quente que tudo cura, mais além pararão para um farto piquenique. Vi um jovem de cerca de 20 anos e crista de galo benzer-se quando passou em frente à Igreja. Além adiante há mais um santuário cheio de mulheres a galhofar, homens mais adiante, em pose de Domingo. Há uns miúdos a casar-se com roupas incompatíveis com o século XXI. O comboio que percorre a zona turística vai cheio de gente que acena, grita e canta. No Sul todos estes comboios partem e chegam vazios. Miguel Gomes antes de Tabu trouxe-nos este querido mês de Agosto de feiras e romarias, fez esse retrato com a mesma incredulidade e com o mesmo carinho que eu sinto.

Contudo, ele foi um pouco mais generoso que eu. Em alguns momentos invade-me um repúdio impossível de controlar. É a maldita distância, o outro lugar que eu habito, como se entre este mundo e o meu houvesse um desfiladeiro em que é impossível caminhar. Eu vejo-os como outros. Gostei muito e, no entanto, assim que a paisagem entra no sul, sinto-me em casa.

~CC~

segunda-feira, agosto 06, 2012

Já cá, ainda de lá



Quando voltamos realmente? No momento em que o avião aterra? Mais tarde? Vamos chegando?
Durante alguns dias sonhava que estava ainda lá e os horários nunca mais se encontravam com os de cá. Vou chegando. Uma parte ainda está lá no primeiro morro pacificado do Rio, dos únicos onde há um elevador para subir (plano inclinado). O coração ainda bate à imagem destes macaquinhos vindos da mata da Tijuca, tal qual os que invadiam os quintais da minha infância.

~CC~

segunda-feira, julho 30, 2012

A altitude


A altitude no Rio de Janeiro é diferente. Não vamos subindo devagarinho como acontece nas colinas de Lisboa, em que a curvatura apesar de dificil, é acessível. As colinas são o centro da nossa cidade, enquanto no Rio eles são pontos turísticos ou favelas. Aqui os morros são a pique irrompendo numa cidade plana. Emergem por toda a cidade cortando-a em várias partes e dividindo-a em o povo que sobe e o povo que não sobe ou o faz raramente. Os morros são os lugares em que os brasileiros se comovem a ver a sua cidade amada e como eles sabem amar, como eles sabem dizer que amam (no trem do Corcovado, uma mulher pediu licença a todos para poder dizer um palavão e antes que alguém respondesse ela disse: puta que pariu que esse Rio de Janeiro é mesmo lindo! Teve aplauso). Agora que as favelas são cada vez menos algo que os envergonha, eles chamam-lhes comunidade - e cada palavra inventada por eles (são aos milhares) é sempre um mundo novo que começa.

Se fosse mais nova poderia ser brasileira, mas agora é tarde de mais, para o bem e para o mal tenho a Europa cravada no meu sangue, não sei se poderia ficar. Mas que se respira fora da Europa, isso respira-se e é bom sair para aliviar o sufoco que aí se sente a cada esquina. Exagerando um pouco: aí parece viver-se o fim de uma civilização, aqui o seu começo.

Mais um lugar onde o coração ficou preso mais um bocadinho.

~CC~

Fotograma


As pessoas são tudo o que apetece fotografar, não porque sejam lindas, bem pelo contrário. A garota de ipanema devia ser só aquela, ou quase. Parece que no Leblon há mais mas eu não fui lá. Apetece fotografá-las por serem genuínas, indiferentes a quem as possa olhar, senhoras de si próprias. Mas as pessoas não podem ser fotografadas de qualquer maneira, resisto o mais possível a apontar-lhes a objectiva. Aponto assim para o céu, o mar, o verde, ao mesmo tempo todas essas coisas são também as pessoas porque elas habitam de forma intensiva todos os lugares desta cidade, consomem-na com imenso deleite.

Quase toda a gente se apaixona perdidamente pelo Rio de Janeiro. Eu não me apaixonei por esta cidade porque nunca me apaixono assim, necessito de um tempo de namoro que me permita entendimento. E esta cidade necessita desse tempo porque é profundamente complexa se quisermos ir além da superfície. Não é uma mas várias cidades que se justapõem e intercomunicam por pontes, tuneis e escadarias. Poderia, no entanto, apaixonar-me.

Enseada do Flamengo, Julho de 2012

~CC~

terça-feira, julho 17, 2012

Esse oceano...



Da primeira vez de barco, ainda uma menina.
Da segunda vez de avião, ainda uma menina.
Da terceira vez e quarta vez até meio - embalada nas terras da Morna (duas vezes)



Para Moçambique e Angola vi pouco azul, voámos grande parte do tempo por cima da continente africano.
Da quinta vez até às ilhas de Bruma.


Agora eu quero cruzar esse oceano inteiro, abraçar alguém do outro lado.
(tanto mar... e dizem que está frio lá)

Está quase...Volto já.
~CC~