Faço fintas às rotinas.
Deixo a miúda na escola e sigo em frente, apanho a estrada directa à Arrábida e paro para tomar um café na praia da Figueirinha.
Não me canso de amar esta serra e estas enseadas azuis, com um estuário tão manso.
Volto pela estrada do campo, o carro mal passa entre as veredas verdes, é quase toda à sombra das árvores. Venço o medo de andar por ali sozinha.
Demorei apenas uma hora, mas o que esta pausa não fez por mim. Volto para trabalhar com o sangue mais puro e um gosto tão grande nesta minha liberdade.
Serra mãe, diria o poeta. Dia 28 tenho um encontro com ele, e deverá estar presente a mais bela viúva que conheço, a única que se diz eternamente casada.
~CC~
quarta-feira, outubro 12, 2011
domingo, outubro 09, 2011
A forma e o conteúdo
Gosto muito de cinema.
E de música ao vivo.
(sobre isto falarei mais tarde, ou seja, de como festejei o dia da música na casa do povo de St. Estevão)
E de música ao vivo.
(sobre isto falarei mais tarde, ou seja, de como festejei o dia da música na casa do povo de St. Estevão)
Gosto destas coisas em sítios pequenos, de preferência fora de centros comerciais, filmes sem pipocas, concertos em que vemos o rosto de quem canta. A forma acaba por ser quase tão importante quanto o conteúdo.
Gostei também por isso bem menos do "Meia noite em Paris" do que do "Assim é o amor", o primeiro visto no cinema Londres em Lisboa(ainda assim, dos únicos livres de pipocas), o segundo no cinema pequenino da minha cidade, o meu cine-paraíso - o cinema Charlot. E o conteúdo de cada um deles combina com o lugar em que o vi. O filme do Woody Allen é um objecto mundano, previsível, que nos arranca gargalhadas combinadas com as dos espectadores do lado. Não repete a Rosa púrpura do Cairo, porque esse era genial e este é apenas interessante. O filme de Mike Mills parece um vídeo caseiro, alguém que resolve gravar as imagens da sua própria vida, da família, dos amigos, do amor, assume connosco a cumplicidade de um diálogo a sós, não rimos todos ao mesmo tempo nem nas mesmas cenas. Estou próxima das personagens de Assim é o Amor, e absolutamente distante daqueles tolos americanos em Paris, cada um mais tonto do que o outro, até a Carla Bruni que não é americana faz uma figurinha sem densidade alguma.
Ainda bem que não ando para aí a atribuir estrelas aos filmes, teria que juntar outros sinais, cuja natureza subjectiva, é um dado assumido. Ainda assim, experimentem o cinema Charlot (só é pena que depois das obras o pequenino café não tenha aberto mais, substituído por uma máquina sem alma).
~CC~
quarta-feira, outubro 05, 2011
5 de Outubro
Em vez de um beijo escarlate, chegou um texto para revisão de provas.
Feriado adiado.
Mas...coração republicano.
~CC~
Feriado adiado.
Mas...coração republicano.
~CC~
terça-feira, outubro 04, 2011
Vida
Vê-se no espelho da Zara demoradamente, dentro dos provadores, já depois de experimentar uma blusa de tons avermelhados. Já a tirou mas ainda é preciso perceber se a roupa que hoje traz lhe fica bem, ajeita o cabelo, endireita os óculos, estica os folhos da blusa. Contempla-se como se tivesse 18 anos e fosse ainda a bela moça que já foi. Para ela essa moça ainda está ali.
Que vontade de viver aos 83 anos.
~CC~
sábado, outubro 01, 2011
As marcas da areia preta (IV)
Falei-vos de mim e do meu destino certo.
Falo-vos agora de M, que mal fez 16 anos. Conheci-o na praia de Porto Pim. Não estudava, tinha deixado a escola. Trabalhava às vezes, em coisas incertas. Pequenas coisas incertas. Levava-nos ao vulcão dos capelinhos, guiava-nos pelas ruas da cidade, sabia de caminhos pelo meio das hortênsias e das vacas, atravessava connosco os canais para o Pico e para a Terceira, e sobretudo tinha tempo. Ele vendia o seu tempo, a sua enorme candura, a paixão pelas suas ilhas, um amor tão estranho num jovem da sua idade.
Quando nos conhecia melhor, levava-nos a casa da família. E a mãe fritava filetes de Veja embrulhados em farinha de milho, que acompanhávamos com o vinho do Pico, e terminavámos com um bolo de ananás. Dizia: o meu filho às vezes traz visitas, turistas. No fim da refeição não aceitava dinheiro como pagamento, dizia simplesmente que essas actividades eram com o filho, ele é que tratava dos negócios. Conheci assim uma actividade turística que escapava a todas as catalogações possíveis. É certo que lhe paguei algumas vezes, como se faz a qualquer guia turístico no mundo árabe ou em certos lugares de África. Nunca foi capaz de estabelecer um preço, e dizia que só aceitava o que as pessoas quisessem dar. Nunca fui capaz de calcular se isso aumentava ou não os seus lucros, nem de perceber se ganhava o suficiente para viver. A princípio sentia-me mal, como se fosse uma mulher apanhada a contratar um serviço de acompanhantes masculinos, ainda por cima um adolescente. Depois fui-me esquecendo de tudo, como se despisse a pele dos meus próprios preconceitos.
~CC~
quarta-feira, setembro 28, 2011
Pesadelo
Estou velha.
Amanhã estarão na minha sala e tenho que desfocar o olhar para não os ver cobertos de farinha, iogurte e outras matérias pegajosas com que andaram sujos e felizes.
Preocupo-me ainda, o que deve querer dizer que não estou velha o suficiente para olhar para o mundo com a indiferença que ele parece merecer. Não, tudo ainda me faz sofrer.
~CC~
Uso palavras tais como ritual de dominação e poder para falar das praxes.
Dominação?
Poder?
Eles não sabem o que é, quanto mais conjugar tais palavras medonhas com o divertimento das praxes.
As raparigas tratam-se pior umas às outras do que os rapazes as tratam, o uso da palavra gaja tornou-se corrente, quando era adolescente chorei quando ia a passar e um homem das obras me chamou assim, achei uma ofensa.
Amanhã estarão na minha sala e tenho que desfocar o olhar para não os ver cobertos de farinha, iogurte e outras matérias pegajosas com que andaram sujos e felizes.
Preocupo-me ainda, o que deve querer dizer que não estou velha o suficiente para olhar para o mundo com a indiferença que ele parece merecer. Não, tudo ainda me faz sofrer.
~CC~
quarta-feira, setembro 21, 2011
Fusos horários
Estas estranhezas do ser.
Amanhã vou nascer em Luanda, estão avisados, já que não tenho FB para anunciar ao mundo que nascem meninas louras e muito branquinhas do outro lado do mundo.
Hoje tocou o telefone, era um convite para ir para lá, de vez (ou quase). Conversas em torno da dupla nacionalidade, deixar tudo.
Não é desta, o coração não bate com aquela certeza. E o dinheiro não é coisa que me chame.
Tempos curtos talvez, será que já é possível tomar banho na praia em Benguela?
Uma cuca na esplanada, mas não tão só como da última vez.
~CC~
Amanhã vou nascer em Luanda, estão avisados, já que não tenho FB para anunciar ao mundo que nascem meninas louras e muito branquinhas do outro lado do mundo.
Hoje tocou o telefone, era um convite para ir para lá, de vez (ou quase). Conversas em torno da dupla nacionalidade, deixar tudo.
Não é desta, o coração não bate com aquela certeza. E o dinheiro não é coisa que me chame.
Tempos curtos talvez, será que já é possível tomar banho na praia em Benguela?
Uma cuca na esplanada, mas não tão só como da última vez.
~CC~
segunda-feira, setembro 19, 2011
Pequenas notas
A vertigem de Setembro.
A persistência da crise, menos gente a entrar na escola a cada ano.
Entre o desejo de mar que nunca me larga e os lugares da vindima que me chegam agora no rosto da tua gente.
Os cadernos a acumularem notas, esquemas, ideias para novos rumos, mesmo em tempos já velhos.
Muitos rabiscos de reuniões nos cadernos de capa roxa que comprei para este ano.
E as histórias à espera, tanto tempo penduradas, brancas como os brancos que espreitam mais e mais a cada Outono.
~CC~
A persistência da crise, menos gente a entrar na escola a cada ano.
Entre o desejo de mar que nunca me larga e os lugares da vindima que me chegam agora no rosto da tua gente.
Os cadernos a acumularem notas, esquemas, ideias para novos rumos, mesmo em tempos já velhos.
Muitos rabiscos de reuniões nos cadernos de capa roxa que comprei para este ano.
E as histórias à espera, tanto tempo penduradas, brancas como os brancos que espreitam mais e mais a cada Outono.
~CC~
terça-feira, setembro 13, 2011
As marcas da areia preta (III)
Quanto tempo temos que esperar para nos surpreendermos a nós próprios? Quando a vida se desalinha, o que fazemos?
Tudo estava arrumado e quieto na minha vida, um destino tão meticulosamente traçado desde a adolescência. Até que enterrei as mãos na areia e levantei os olhos muito devagar, e quando eles se cruzaram com o sol na linha do horizonte, o teu rosto estava ali. Ou talvez eu soubesse há muito o quanto dentro de mim tudo estava desarrumado. Não foste tu, fui mesmo eu. Tu foste apenas a borboleta que passou com as suas maravilhosas asas de mil cores.
~CC~
sexta-feira, setembro 09, 2011
As marcas da areia preta (II)
Alguns seres humanos são atraídos pela semelhança que sentem em relação a outros, uma sintonia que os faz virar o olhar na mesma direcção. Outros seres humanos são fatalmente atraídos pelo que é diferente deles, fascinados pelo olhar lançado em direcções opostas. Haverá cambiantes, matizes, mas são modos antagónicos de sentir o mundo.
Penso nisto na Praia de Porto Pim? Sim. É uma praia pequenina, encaixada entre um bocado de cidade e um morro alto, uma praia com duas entradas e uma enseada sem barcos. E a areia é preta, cola-se aos nossos pés e parece que os deixa sujos. A princípio não fui capaz de me deitar nela.
Mas eu sou atraída pela diferença, e esta praia não fazia parte do meu léxico de mar e sol. Prolonguei assim o curso de formação para uma licença sem vencimento e depois para um emprego temporário. Vim por 15 dias, estou aqui há um ano.
(continua)
~CC~
quarta-feira, setembro 07, 2011
As marcas da areia preta (I)
É verdade que houve alguém que me abanou o meu mundo, mas foi um rapaz. Não, não passem rapidamente para a fantasia "Morte em Veneza". Não falei em paixão, nem em amor, apenas do enamoramento que ronda as almas perdidas, os destinos estranhamente cruzados. Procuramos a substância capaz de nos salvar sem sabermos exactamente qual é, o sal ou ou açucar que estranhamente nos faltam, ou o potassio, o magnésio, aquela coisa em falta no nosso sangue que o faz adormecer como se para ele não houvesse esperança.
Eu explico-vos mais um pouco: sou técnica de análises clínicas, daí este vício de retratar a composição interna dos nossos fluídos humanos.
(continua)
~CC~
terça-feira, setembro 06, 2011
Segredo
Meu amor, tenho uma coisa importante a dizer-te.
Creio que te lembrarás da roseira anémica do vaso da minha varanda, aquela que sobreviveu com dificuldade a este Inverno e não teve grandes melhoras na Primavera. Reparei hoje que tem um botão, um botão pequenino que faz adivinhar uma rosa vermelha que virá com a lua cheia.
É assim o mundo que nos une.
~CC~
Creio que te lembrarás da roseira anémica do vaso da minha varanda, aquela que sobreviveu com dificuldade a este Inverno e não teve grandes melhoras na Primavera. Reparei hoje que tem um botão, um botão pequenino que faz adivinhar uma rosa vermelha que virá com a lua cheia.
É assim o mundo que nos une.
~CC~
segunda-feira, setembro 05, 2011
Mais Setembro
Não me pesa verdadeiramente a tua ausência, mas lembro-te frequentemente. Este é também o mês em que farias anos, e no dia do teu aniversário pensei em todos os aniversários que não estive contigo. Esforcei-me sem êxito por recordar a última vez em que te vi nesse dia, mas nada, nenhuma memória. Nos últimos anos nem eu te ligava, nem tu me ligavas a mim. E no entanto recordo esta mágoa sem sentir dor, é como se os últimos seis meses da tua vida tivessem trazido anos de ausência, e fixo-me neles, e na paz que o sofrimento te trouxe. A tua mão abandonada na minha, já tão fraca, e esse último sorriso.
~CC~
sábado, setembro 03, 2011
É Setembro
Como pude eu nascer num mês em que o Verão se despede?
Nasci no hemisfério sul, logo estou perdoada, está tudo explicado. Em Setembro, por lá não há despedida do mar. Um banho de mar é um milagre.
Mas aqui e agora é a nostalgia da retoma dos dias, e esta sombra que teimam em impor-nos.
Nas ruas não há protestos, mas dentro de nós há uma agonia teimosa a inflitrar-se entre o aumento do IVA, o desconto dito solidário no 13º mês e o fim das deduções na área da Saúde e da Educação no IRS. Ainda fico a pensar no que terá o governo contra os solteiros...a bem da familia, pois. As reportagens da crise, todos os dias, a toda a hora. E essa pergunta teimosa a martelar-nos, o que vamos exactamente fazer, para onde estamos a ir? E ninguém a responder, nada de convicente.
O ano começa bem, reunião de emergência para análise dos cortes na área da Educação que afectarão o orçamento da escola. A minha empregada que se foi embora no final do Verão ao final de apenas um ano de estadia, depois de anos a fazer tudo sozinha. A miúda com aulas de tarde no 10º ano, a adivinhar uma curiosa luta pelas manhãs.
Não, nem pensem que vou despedir-me do Verão. Ou se for, é muito lentamente.
E ainda esta palavra de combinação com Outono : resiliência.
E esta outra: grito. Grito, mesmo baixinho. Depois respira-se melhor.
~CC~
terça-feira, agosto 23, 2011
Entardecer no final do Verão
Há muito vento a sul, apesar do sol. Um vento que varre a areia da praia e a levanta no ar para se colar às nossas costas e invadir as toalhas. Um vento que enrola ondas grandes no mar quente. Os chapéus de sol fecharam-se. Resistimos como podemos, ficarmos é um modo de não deixar o Verão acabar já, não queremos.
Do lado da ria o vento é mais fraco, sente-se apenas na força da corrente. Há muitos meninos e meninas fugidos à fúria das ondas da costa. Andam à procura de caranguejos com copos de plástico, e gritam a plenos pulmões quando conseguem finalmente aprisonar um deles no copo: caranguejooooo!!!! Levam aos adultos o produto do seu labor num grande entusiasmo, e eles espreitam para dentro dos copos para murmurar sérios: soltem-no.
A menina dos carrapitos louros com vestido vermelho às bolinhas brancas também gritou caranguejo na sua vozinha sumida de três anos ainda mal feitos, e segue os rapazes para todo o lado como uma sombra. Nenhum deles lhe mostrou o caranguejo, para eles é ainda uma bébé com a qual não se partilham tesouros. Ela fica a ver, e bate palmas quando eles ensaiam acrobacias.
- Vamos correr abraçados?
- Vamos até à água abraçados e depois mergulhamos...
- Ok
A mãe da menina veio tirar-lhe o vestido vermelho das bolinhas brancas, por baixo escondia-se um fato de banho quase tão branco como ela, a menina já pode molhar-se até ao joelho. Algum dia apanhará caranguejos?
~CC~
PS. Prolongar o Verão, eis onde ocupo a maior parte do meu tempo. Não me roubem um dia, uma hora, um minuto....
segunda-feira, agosto 15, 2011
Azul (2)
Azul, também no templo de bem rezar, sempre ao espírito santo, omnipresente feito pedra e cor em qualquer ilha.
~CC~
domingo, agosto 14, 2011
sábado, agosto 13, 2011
Árvore
quinta-feira, agosto 11, 2011
Ainda a Cidade
Magma
uma história
(para ~A~ e *JJ*)
Ana e João, 14 anos, deitados nos muros altos que ladeiam a baía de Angra. Ana e João, para eles a sua amizade está inscrita nas coisas que o vento jamais pode levar, por mais forte que sopre.
- Vamos jogar a dizer o que mais detestamos nesta cidade
- Ok
- A loja de bordados da minha mãe.
- A areia preta da praia.
- Estas casinhas dos santos a que chamam Impérios e nem sei porquê.
- O Monte Brasil que não é uma montanha verdadeira como o Pico nem é um vulcão a sério como há no Faial, é só um montesinho de nada que nos faz subir metade da cidade
- Este maldito tempo sempre húmido
- Os sismos, o medo dos sismos!
- Dizem que somos namorados...
- Isso já não faz parte do jogo!
- Mas eu gosto da Rita
- E eu gosto do Rui
- Já viste...são RR...
- Pois...
- Se houver um sismo agora...
- Não vai haver!
- Vai sim, a qualquer momento!
- Onde nos encontramos se houver?
- No Império amarelo, o que fica no cimo desta rua, no início da Freguesia da Sé
- Vens mesmo?
- Apareço, espera-me.
E aconteceu, em 1980, meses depois desta conversa entre a Ana e o João. Poucas foram as casas de Angra que ficaram de pé. João conseguiu ir até ao Império, mas Ana nunca mais apareceu. João procurou-a por toda a cidade assim que pode. Da casa de bordados dos pais dela não sobrou nada, hoje é um café. Da casa onde Ana morava só o Dragoeiro podia falar dela. Assim que fez 18 anos João saiu para estudar, primeiro Lisboa, depois França. E ficou muito tempo sem voltar aos Açores, mas cedeu já adulto, a pedido de vários amigos franceses e das duas filhas pequenas.
Não esperava encontrar Ana no roteiro turistico, mas foi isso que aconteceu. Era geóloga, apaixonada pelos vulcanismo tinha feito a sua formação em Geologia e era responsável por um dos lugares mais procurados pelos Turistas na Ilha Terceira. Nunca tinha saído de Angra. João teve dificuldade em acreditar que nunca mais a tinha visto numa cidade tão pequena, mas ela tinha ido viver uns tempos para casa dos avós nas Doze Ribeiras. Uma amizade pode reatar-se intacta depois de tantos anos?
-Vamos jogar ao jogo onde ficámos?
- Achas que agora adultos conseguimos?
- Sim, não estamos aqui deitados na mesma pedra quente do muro?
- Então diz!
- Porto Pipas é dos mais belos lugares do mundo.
- Pois é.
- E amo esta praia pequenina de areia preta onde as cores das toalhas brilham
- Sem dúvida
- E a água entre o frio e o quente, tem a temperatura mais adequada que há.
- É óptima, as minhas miúdas adoraram.
- E aprendes sobre as plantas do mundo inteiro se subires lá acima ao jardim
- E vês as duas costas da Ilha
- Funcho, funcho em tudo, é do melhor
- Já nem me lembrava do sabor...mas é bom. Espera lá...e o teu medo dos sismos?
- Sim, ainda existe, nunca desaparece.
- Olha que a terra parece que está a tremer um bocadinho...
- Oh, estes é dos pequeninos.
~CC~
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