O nó, esse cimento de anos. Um grito e os amigos acordam, mesmo distantes. Um olhar e somos os miúdos de antigamente, os adolescentes que já fomos, os adultos nas veredas iniciais, as primeiras crianças que nasceram de nós. Estamos ainda aqui.
Outros chegados ainda há pouco, e no entanto um lume já capaz de aquecer, fulgor de palavras trocadas, lágrimas pelo mundo. A fotografia do nó ali a olhar-me (obrigado J.)
Outros chegaram ainda há pouco e já parecem ter partido. Eram fumo, vento, simulacro. Não devia trazer nenhuma dor, e no entanto dói. Porque vieram, porque se foram, talvez nunca venha a saber.
Talvez estejam outros para chegar, talvez possam ficar.
~CC~