quarta-feira, abril 29, 2009
terça-feira, abril 28, 2009
Envelhecer
Eu disse: estou a ficar velha, nota-se no meu rosto, não nota? Ele disse: estou ainda à espera que envelheças! Eu disse: Como?! Ele disse: gosto delas mais velhas, ainda não envelheceste o suficiente.
~CC~
segunda-feira, abril 27, 2009
Ainda Abril (II)
É simples o meu 25 de Abril, é todo silêncio. Um silêncio estranho e pesado que surgia nos adultos sempre que as crianças entravam na sala. Um calor pesado. Uma leve supeita de que alguma coisa se passava.
Um mês depois os tiros contínuos desde o pôr do sol até ao amanhecer, o medo que não nos deixava dormir. Depois as pontes aéreas Luanda-Lisboa. As malas feitas à pressa, tudo deixado para trás. A minha almofada empurrada para dentro da mala gigante, a maior que já vi. As lágrimas da minha irmã adolescente a escorrer pelo seu rosto calado. O silêncio, um pesado silêncio.
A minha pergunta insistente que demorou dois anos: quando voltamos para casa?
Passei a chamar-me retornada. Retornado era uma coisa que não se queria nem num lado nem no outro, era ser sem terra. De um lado e do outro da fronteira um ódio pequenino, dito de boca fechada.
Dois anos depois num comício do Otelo percebi que o 25 de Abril era afinal uma coisa boa que tinha a ver com flores e alegria. Quís intensamente ser como eles que cantavam felizes, festejei tardiamente é verdade, mas com a intensidade de um belo poema descoberto no raiar da adolescência. E consegui amar a data que dividiu a minha infância ao meio em tristeza e alegria.
~CC~
Ainda Abril (I)
Contamos e recontamos a história desses dias que duraram dois anos. Os blogues enchem-se de cravos e de muitas memórias. Um dia, tudo isto será como no 5 de Outubro de 1910, a vida dessa data fundamental para o país já poucos a contam de viva voz, até que ficará mais nua, depositada apenas nos livros de história.
As memórias, temos a ideia de a nossa memória será também uma parte da história, é também sobre isso a tese que escrevo, em escrita da academia, nesse modo de ser outro e o mesmo eu. E tenho vontade que todas estas memórias sobre o 25 de Abril se possam acrescentar aos factos, enriquecendo-os de vida, de diferença, de emoção. Tudo seria mais rico e intenso se se pudesse ouvir de viva voz nos portugueses que viviam em Trás os Montes, em Pemba-Moçambique, no Rio de Janeiro, em Paris...nos que eram meninos, adolescentes, nos adultos e nos velhos.
~CC~
quinta-feira, abril 23, 2009
Abril
As revoluções deviam ser todas na Primavera porque nada combina melhor com o cheiro inebriante das flores e com o nascimento dos pássaros. Elas também são feitas da ideia de um homem e de um mundo novo, alimentadas dessa esperança da reconstrução das coisas como se tudo fosse possível começar, tudo novo no dia seguinte. E quase com a mesma rapidez que desce o sol, também essa esperança se torna sofrimento no rosto dos revolucionários, mesmo que há muito eles não o sejam mais. Colada a amargura nos seus olhos, só a fugaz memória da revolução a passar por dentro deles lhes traz luz. E vivem uma e mais uma vez tudo. E sofrem porque esse tudo é intrasmissível, nada é aliás tão instransmissível como uma revolução. O que fica é sempre a a infíma parte do que por lá passou. Foi assim em todo o lado.
Comemoro pois a infíma parte que nos sobrou e agradeço por ela, porque é preciosa a Democracia, mesmo imperfeita. O que falta nenhuma revolução nos pode trazer, seria necessário um trabalho sério de reconstrução dos modelos económicos e políticos que seguimos até agora. E isso é mais trabalho de formiga do que de cigarra, por mais encantador que seja o seu (en)canto.
O que eu mais gosto nesta data é mesmo o facto dela me fazer pensar.
~CC~
segunda-feira, abril 20, 2009
Infância
A Cristina fala-nos do frio da sua infância. Ainda que resistindo à deformação profissional de situar na nossa infância a construção definitiva do nosso eu, na medida em que crescemos ainda muito pela vida dentro, não posso deixar de dizer que a infância nos habita para sempre.
No meu caso que nunca tive frio na infância, ele vem acompanhado de uma debilidade dolorosa que foi a minha transição de Àfrica para Portugal. O frio é a minha própria memória da dor. Nunca tive vontade de branco neve, nunca senti belas as tardes escuras de Inverno e chuva, nunca tolerei na minha pele todos os agasalhos que tive que usar. E saltam da minha boca palavras que nunca pensei usar. No outro dia chamei entre amigos morte lenta ao empregado que era manifestamente demorado e parecia detestar o que fazia. E mal as palavras voaram da minha boca já me tinha arrependido de tal ofensa, mas a verdade é que eram esses os termos que o meu pai usava para se referir ao empregado de um café onde costumavámos ir. Esta noite, no meu sonho, conduzia um machibombo de dois andares pelas ruas que eram tanto Lisboa como Luanda, numa mistura só possível quando temos dentro de nós duas cidades amadas. E não era autocarro que lhe chamava, mas sim o meu machibombo...e levava nele os meus amigos a casa como se esse fosse afinal o meu ofício.
A nossa infância é o nosso continente interior, prestes a explodir ao menor impulso.
~CC~
Olhos meus
sexta-feira, abril 17, 2009
quinta-feira, abril 16, 2009
Ver
Ver Cristina Branco, kronos...a 18 de Abril no CCBimagem retirada de http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/Programacao/Musica/Pages/CRISTINA%20BRANCO.aspx
PS- Já chegaram os bilhetes!!! Obrigado mais uma vez.
~CC~
terça-feira, abril 14, 2009
Contrastes
Como pode a crise existir se o Alentejo se cobriu de estevas e elas me entraram olhos dentro, tornando-os amarelos e brancos e suavemente perfumados.
Como pode a crise existir se hoje choveu tanto e a minha rua se cobriu de uma nuvem de gafanhotos pequeninos que pulavam por todo o lado espantados pela sua existência longe da terra natal.
Como pode a crise existir se ainda tenho as pernas a doer dos passeios de bicicleta em busca dos flamingos e as mãos a arder das flores das malvas que trouxe penduradas no volante.
Como pode a crise existir se nasceste do tamanho de uma mão e parecias à morte destinado e ensaias agora no quintal os primeiros passos e palavras e adormeces a sorrir.
Como pode a crise existir se o último folar algarvio que provei era realmente o verdadeiro, tão genuíno quanto as mãos do meu avô que todas as Páscoas fazia do mar uma vila de ameijoas.
Como pode a crise existir se ainda tenho tanto para fazer e preciso de ter esperança para me levantar todos os dias.
Oiço no rádio que o país está à beira da falência e vejo afinal que o meu carro está cheio de desempregados da Quimonda e fecho os olhos para que as estevas possam voltar, mas não se passa nada. Oiço-o ainda a desfiar o orçamento negro da escola, muito mais de metade gasto em pessoal. Sempre que alguém fala em gastos com o pessoal, sabemos que o mais natural é que o céu se torne cinzento. E penso que se este abismo nos absorve, nada mais nos restará.
Mas esta praga de gafanhotos pequeninos de onde veio? Tecnicamente seria impossível esta viagem, e é nisso que me concentro. Concentro-me nesta possibilidade de vir alguma luz deste lugar tão escuro onde andamos.
~CC~
segunda-feira, abril 13, 2009
Sismos
Ao adormecer, costumo pensar no que tenho vestido e estremecer sempre que não vesti nada. A nudez nocturna é tão bela quanto aterradora. A verdade é que penso sempre nos sismos nocturnos, penso em ter que me levantar e fugir a meio da noite. Penso que, tal como em Itália, sairemos para a rua aturdidos debaixo de uma lua tão bela quanto tremente estará a terra. Penso se tal como eu outros pensarão nisto. E odeio tanto dormir com as pernas cobertas, preciso de as sentir nuas durante a noite.
E caminho de um sismo a outro no meio do mesmo medo. Os sismos interiores, esta espécie de tremor que nos varre às vezes e parece não deixar nada de pé na nossa vida. Este efeito devastador das coisas pequenas: a pergunta que não chegou; o beijo que se demorou; um silêncio que se instalou, uma criança que gritou. Os sismos são estes minutos em que podemos perder tudo.
E vou da coragem dos dias em que durmo nua perante a ameaça dos sismos terrenos à coragem de contenção dos sismos interiores, como se uma vez olhados de frente eles se acalmassem, domados pelo vento doce das coisas boas.
~CC~
domingo, abril 12, 2009
sábado, abril 11, 2009
Caminhos no arame
O arame estendido entre os dois lados, a certeza de que não conseguirei chegar de uma ponta à outra com êxito. Experimento passar por baixo, pendurando-me com as mãos e passando-as devagar uma à frente da outra e consigo. Mas o público não aplaude, descontentes estão aqueles que ficaram de um lado e do outro do arame. Tento concentrar-me na ideia de que não posso agradar a todos, tento pensar no que me agradaria a mim, no que eu quero. Mas às vezes não consigo, só oiço as vozes dos outros a dizer o que querem, o que eles gostam. Já nem é assim tão difícil gerir tantas e diferentes expectativas, habituei-me a caminhar no arame, arranjando um modo de o ultrapassar e habituei-me à ausência dos aplausos no percurso. Mais difícil continua a ser ter a noção de que para alguns só a minha existência já é um incómodo. Mas também isso me deixará de fazer sofrer um dia.
Bebo o alimento dos sorrisos pequeninos e isso fortalece-me para os caminhos no arame.
~CC~
quarta-feira, abril 08, 2009
Tesouros e Areias
Recomendar as palavras que nos iluminam ou iluminaram é como deixar pedrinhas nos caminhos até nós, até mundos que nos moldaram. Livros que amamos nas mãos daqueles que amamos são beijos intemporais.
Nas mãos deles o Caçador de Tesouros (Clezio) e os Capitães de Areia (Jorge Amado) e entre eles 30 anos da minha vida, 30 anos entre a leitura de um e de outro e no entanto a mesma luz, o mesmo espanto. A leitura é um espaço privado e de silêncio, mas vejo passar os personagens nos olhos deles, e de quando em quando diz-se entre sorrisos o nome de alguém cuja existência salta de dentro do livro para o meio de nós. Hoje ele falou do maravilhoso encontro de duas almas absolutamente sós naquela ilha das Caraíbas, para mim a melhor descrição da descoberta do toque da pele do amor de que tenho memória. E ela falou do miúdo de rua que com 13 anos passava as noites com uma mulher de 30, sem perceber muito bem o que queria dizer ele não passar uma noite sem as coxas dela.
Os livros são viagens maravilhosas e únicas que fazemos pelas mãos dos outros e por isso são tão diferentes das que fazemos com as nossas mãos, mas ambas são da ordem da descoberta do espaço, do encontro com as estrelas.
~CC~
domingo, abril 05, 2009
Esta Primavera
É tempo de lavar o olhar com o nascimento das flores. É tempo de respirar-lhes o aroma para poder fazer a fotossíntese necessária à circulação do sangue nas almas inquietas. É tempo de olhar as andorinhas novas nos terraços brancos do sul e com isso nos tranquilizarmos face à incerteza que nos aflige. Mais logo, fingiremos que as crianças ainda gostam de procurar os ovos de chocolate enterrados pelos quintais, isso retardará o nosso envelhecer. O mar, ainda frio, apesar do sorriso que já nos faz, nos dirá que ainda não é tempo de banhos. É tempo de sonhar a partir de cada pequena coisa que acontece no sítio certo e no lugar certo, pois as coisas erradas parecem amontar-se mais e mais numa espiral negra. É um tempo em que uma pequena coisa boa parece sempre gigantesca, por isso as aponto no meu caderno interior, como se elas fossem o meu rio.~CC~
quarta-feira, abril 01, 2009
A mentira
A minha mãe tinha-me vestido com o vestido branco, as meias de renda e os sapatos de verniz preto, percebi que era uma ocasião importante. Ele levou-me pela mão e disse que me queria apresentar uma senhora. A senhora muito grande e muito forte colocou-me no seu colo e sorriu muito. Ele olhava para ela derretido. Fez-se em mim um silêncio fundo, e nada nem ninguém foi capaz de o quebrar. Em casa a mãe perguntou: onde foste? E só respondi com o silêncio, o silêncio fundo e triste. Acho que foi o primeiro contacto que tive com a mentira.
~CC~
terça-feira, março 31, 2009
Sem palavras
Estava sentada naquela pequena sala da faculdade em Lisboa a tentar explicar porque é que 2007-08 tinha sido um ano nulo do ponto de vista da evolução do meu trabalho académico mas tinha sido um dos mais ricos da minha vida. E dizia-lhe: é que fui a Angola, Moçambique e Cabo Verde. Mas ao dizer isto não dizia realmente nada. Devia ter-lhe explicado que por ter ido consegui compreender a notícia sobre a morte dos missionários no norte de Moçambique, aquela horrivel notícia sobre a população enfurecida ter encerrado três missionários numa palhota e lhe ter largado fogo. Explicaram que os missionários andavam a espalhar a cólera, embora eles distribuíssem cloro. Eu estive ainda mais, muito mais a norte.
Nesta família, que posa assim para nós em toda a sua integridade e à qual pedi autorização para a foto (procedimento obrigatório em África), apenas dois falam Português, o chede da aldeia e o rapaz mais jovem dos óculos escuros. Ele porque já não vive na aldeia mas na vila sede do distrito e foi à escola, apesar de a ter abandonado cedo para guiar o seu taxi. O chefe da família porque o intercâmbio com os portugueses no tempo colonial o obrigou a aprender, sabe o português coloquial, mas não sei se saberá escrever. A mulher só sorria e largou umas gargalhadas inesquecíveis quando lhe mostrei a foto no écran da máquina, nunca tinha visto nenhuma. Esta é a família mais abastada da aldeia e teve para connosco um acolhimento contido mas simpático.
Nesta aldeia como em tantas outras do norte de Moçambique as crianças não vão à escola e a economia local faz-se com meia dúzia de cabras colectivas, mangas e papaias que crescem abudantemente por todo o lado sem nenhum esforço e há às vezes uma horta colectiva ou pequenas hortas junto às palhotas. Aqui nesta aldeia também havia peixe, mas era quase todo comprado pelos comerciantes da vila que vinham esperar os barcos. Sim, é verdade, para quem percebe mal o Português é possível confundir cloro com cólera. Não é preciso por isso atear fogo às pessoas, pois não, não é. Mas quando nunca se saiu desta aldeia, nunca se foi à escola, nunca se conviveu com brancos (ou outras cores de pele), não se compreende o que nos procuram dizer, e se venera o feiticeiro local, as coisas podem extremar-se assim. É esta África que nos assusta e me assustou também, habituados que estamos à mediação pela linguagem e pela comunicação, sentimos por vezes que não temos modo de chegar às pessoas, de nos fazermos entender. Penso nos missionários que morreram com imenso pesar e penso igualmente com pesar naqueles que o fizeram, são mundos sem pontes os deles. E, no entanto, se nas aldeias havia junto às palhotas uma tenda, sabíamos que era uma ONG, fosse católica ou não. É louvável a persistência dos que vão, mas vão muitas vezes sem qualquer preparação que lhes permita uma abordagem intercultural do mundo.
Nesta aldeia como em tantas outras do norte de Moçambique as crianças não vão à escola e a economia local faz-se com meia dúzia de cabras colectivas, mangas e papaias que crescem abudantemente por todo o lado sem nenhum esforço e há às vezes uma horta colectiva ou pequenas hortas junto às palhotas. Aqui nesta aldeia também havia peixe, mas era quase todo comprado pelos comerciantes da vila que vinham esperar os barcos. Sim, é verdade, para quem percebe mal o Português é possível confundir cloro com cólera. Não é preciso por isso atear fogo às pessoas, pois não, não é. Mas quando nunca se saiu desta aldeia, nunca se foi à escola, nunca se conviveu com brancos (ou outras cores de pele), não se compreende o que nos procuram dizer, e se venera o feiticeiro local, as coisas podem extremar-se assim. É esta África que nos assusta e me assustou também, habituados que estamos à mediação pela linguagem e pela comunicação, sentimos por vezes que não temos modo de chegar às pessoas, de nos fazermos entender. Penso nos missionários que morreram com imenso pesar e penso igualmente com pesar naqueles que o fizeram, são mundos sem pontes os deles. E, no entanto, se nas aldeias havia junto às palhotas uma tenda, sabíamos que era uma ONG, fosse católica ou não. É louvável a persistência dos que vão, mas vão muitas vezes sem qualquer preparação que lhes permita uma abordagem intercultural do mundo.
~CC~
domingo, março 29, 2009
Entre azul e negro
Acontece-me andar com um pesadelo dentro de mim. E depois em vez de o sonhar, sonho outros igualmente maus. O homem que vinha roubar-te pela metade os legumes da horta, levava meia couve de bróculos, levava metade de uma alface, levava meia papaia. Deixava sempre as metades que não levava no parapeito da janela, mas como nem sempre as encontravas logo, elas ficavam cobertas de formigas. Eu a tentar dizer-te que só podia ser um ladrão bom, pois levava apenas metade do que roubava. E tu a dizer que não, que era uma forma de nos causar medo. E esperavas por ele escondido, sempre com uma tesoura de podar na mão.
Acontece-me não sonhar com o pesadelo que trago dentro de mim. Os dias que tenho levado a pensar no homem que deixou o filho dentro do carro. Os dias a viajar no horror desse episódio sem outra explicação que não seja a sombra que habita cada um de nós. As pessoas a dizerem que deveria ser encerrado num carro também e morrer do mesmo modo que morreu a criança. Eu a dizer-te: eu não conseguia perdoar a morte de um filho, eu nunca mais quereria ver este homem. E assim que as palavras saíram da minha boca o horror que senti de mim própria por não ser capaz de perdão. Eu tinha dito, as palavras estavam ditas, eu tinha acabado de as dizer à minha filha e ela tinha ficado num silêncio estranho que piorou ainda mais a forma como me sentia. Penso muito neste homem, no que as pessoas disseram, no modo como anunciaram que só a sua própria morte lhe podia trazer paz. Penso no desejo de morte que pode existir quando fazemos o pior possível a alguém que amamos, mesmo que essa intenção não tenha existido. Penso que não haverá sofrimento maior. E justifico este homem quando disse eu própria que não o perdoaria. Parece que era bom pai, quem sabe a pressão no emprego era terrível, estava provavelmente muito atrasado, os quotidianos hoje são aterradores...procuro em mim o perdão que não tenho, como se por o dizer aos outros, ele se tornasse verdadeiro dentro de mim. E do mesmo modo que me arrepio com a justiça popular, não consigo encontrar o perdão necessário.
Procuro afastar de mim o pesadelo, procuro um sonho bom, daqueles que nos apetece encomendar para adormecer. E apareces tu, a dizer que não tarda haverá rosas vermelhas pequeninas no quintal. Aparece a minha filha montada num cavalo branco, a sorrir muito e a dizer "mãe, já sei andar tão bem"...e queria segurar-vos assim nesse instante feliz e dormir a sorrir.
~CC~
quinta-feira, março 26, 2009
quarta-feira, março 25, 2009
Exiba os seus fãs!
Pronto, pronto blogspot, não insistas mais...vou trocar-te as voltas e digo que gosto destes:
http://sem-se-ver.blogspot.com/
Onde a música combina com sentido de humor e atenção ao mundo...
http://segundalingua.blogspot.com/
Belos e densos textos que me tocam, comovem, interrogam...
http://conto-de-fuga.blogspot.com/
Porque gosto de "raparigas da direita... "
http://sem-se-ver.blogspot.com/
Onde a música combina com sentido de humor e atenção ao mundo...
http://segundalingua.blogspot.com/
Belos e densos textos que me tocam, comovem, interrogam...
http://conto-de-fuga.blogspot.com/
Porque gosto de "raparigas da direita... "
É bom descobrir outros mundos para além dos muito conhecidos. E dos muito conhecidos há alguns que também gosto e outros que nem por isso. Entre os que mais gosto, de facto a "Terceira noite"(http://aterceiranoite.wordpress.com/) pela atenção profunda e cuidada que põe em cada coisa escrita, em cada visita que lhe fazemos há sempre alguma coisa aprendida.
~CC~
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